10 curiosidades sobre Campo Grande

Sherse Faxyria
By Sherse Faxyria

É de Campo Grande o primeiro curso de pós-graduação em trânsito da América Latina, ministrado pelo Detran.

Campo Grande foi a primeira cidade do Brasil a dispor de sobarias, restaurantes típicos japoneses que servem sobá.

No Parque do Prosa (oficialmente Parque das Nações Indígenas), pesquisadores encontraram restos de povos pré-colombianos. Não se descarta a possibilidade de que a região tenha sido habitada por povos pré-históricos. Há indícios por toda a região.

Até a chegada da ferrovia, o correio em Campo Grande vinha por Aquidauana, que se ligava ao Rio de Janeiro pelo rio da Prata. Os malotes percorriam vinte e tantas léguas a cavalo, em viagens que às vezes se atrasavam demais por excesso de combustivel no cavaleiro.

A primeira sessão de cinema em Campo Grande foi na virada do século passado, embaixo das laranjeiras do único hotel da cidade. Um viajante levava a novidade pelo interior do país, fazendo de tela um lençol esticado, que quando molhado permitia melhorar a imagem dos curtas acelerados que extasiavam as incrédulas platéias.

A primeira reportagem sobre Campo Grande ilustrada com belas fotos panorâmicas e com impressão de nível internacional foi certamente a publicada no Album Graphico de Matto Grosso, impresso na Europa em 1916.

Com a chegada do trem, muitos imigrantes libaneses que há anos derretiam no calor de Corumbá acabaram se mudando felizes para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno, que segundo dizem é muito parecido com o da terra natal.

Em Campo Grande está hoje uma das mais expressivas comunidades de descendentes de imigrantes japoneses originários da ilha de Okinawa. Aqui foram preservadas, inclusive, tradições culturais que na própria Ilha acabaram devastadas pela segunda grande guerra mundial, como o sobá por exemplo.

Campo Grande tem uma escola projetada nos anos 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. É a Escola Estadual Maria Constança de Barros, na rua Marechal Rondon, perto da Rodoviária. Tem a forma de um livro aberto. A escola é um orgulho da cidade.

O Lago do Amor, na Cidade Universitária, já mereceu este nome. Nos anos sessenta e setenta foi refúgio de lazer do campo-grandense, com bar, pedalinhos, e muita moça bonita. Ganhou esse nome por ser cenário frequente de namoros no carro, ao som, certamente, de ié-ié-ié.

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