Planejamento funerário antecipado: Tiago Schietti analisa por que cada vez mais brasileiros estão tomando essa decisão

Diego Rodríguez Velázquez
Por Diego Rodríguez Velázquez
Tiago Schietti

O planejamento funerário antecipado deixou de ser um tabu para se tornar uma escolha consciente e responsável entre os brasileiros. Tiago Schietti observa que essa tendência reflete uma mudança profunda na forma como a sociedade enfrenta a morte, não mais como um assunto proibido, mas como parte natural do planejamento de vida. 

Neste artigo, você vai entender por que esse movimento cresce no Brasil, como a tecnologia tem transformado esse processo e quais são os benefícios concretos de tomar essa decisão com antecedência. Se você ainda não pensou sobre o assunto, este é o momento ideal para começar.

O que está mudando na relação dos brasileiros com a morte?

Por muito tempo, falar sobre funeral foi tratado como algo de mau agouro. A cultura brasileira, marcada por forte influência religiosa e pela valorização da espontaneidade, historicamente evitou esse tema nas conversas familiares. No entanto, esse cenário vem se transformando de maneira significativa nas últimas décadas, especialmente entre as gerações mais jovens e as classes médias urbanas.

Conforme enfatiza Tiago Schietti, o crescimento do mercado de planos funerários no Brasil não é coincidência. Ele reflete uma população mais informada, mais conectada e mais disposta a resolver em vida aquilo que, antes, era deixado para os momentos de dor e urgência. O planejamento antecipado do próprio funeral passa a ser visto como um ato de amor pelos familiares e de autonomia pessoal.

Esse movimento também é impulsionado pelo envelhecimento da população brasileira. Com mais idosos vivendo de forma independente e ativa, a preocupação com o que será deixado para trás ganha um caráter prático e afetivo. Planejar o próprio funeral deixa de ser mórbido e passa a ser maduro.

Como a tecnologia está transformando o planejamento funerário?

A tecnologia tem desempenhado um papel central nessa transformação. Plataformas digitais, aplicativos e sistemas de gestão online tornaram o processo de contratação de planos funerários muito mais acessível, transparente e conveniente. Hoje, é possível comparar serviços, simular custos e assinar contratos sem sair de casa, o que reduz a barreira emocional de enfrentar o assunto presencialmente.

De acordo com Tiago Schietti, a digitalização do setor funerário trouxe não apenas praticidade, mas também mais segurança jurídica para os contratantes. Contratos claros, armazenamento digital de documentos e canais de atendimento disponíveis 24 horas são diferenciais que aumentam a confiança do consumidor e ampliam a adesão ao planejamento antecipado.

Tiago Schietti
Tiago Schietti

Por que antecipar essa decisão faz sentido?

Tomar a decisão sobre o próprio funeral com antecedência traz benefícios que vão além do aspecto financeiro. Quando a pessoa define previamente suas preferências, ela retira dos ombros da família o peso de tomar decisões difíceis em meio ao luto. Esse gesto de cuidado é cada vez mais reconhecido como parte de uma vida bem planejada.

Como ressalta Tiago Schietti, os principais benefícios do planejamento funerário antecipado incluem:

  • Redução do impacto financeiro imediato sobre a família, diluindo os custos ao longo do tempo;
  • Garantia de que os desejos do contratante serão respeitados, desde o tipo de cerimônia até o local de sepultamento;
  • Proteção contra a inflação do setor funerário, que historicamente supera a média geral de preços;
  • Diminuição do estresse familiar em um momento de vulnerabilidade emocional;
  • Possibilidade de personalizar o ritual de despedida de acordo com os próprios valores e crenças.

Esses pontos mostram que o planejamento antecipado é, acima de tudo, uma decisão estratégica e afetiva. Não se trata de antecipar o luto, mas de proteger quem fica.

Qual é o perfil de quem já adere a essa prática?

O perfil de quem contrata planos funerários antecipados no Brasil vem se diversificando. Se antes eram majoritariamente pessoas acima dos 60 anos, hoje adultos entre 35 e 55 anos representam uma parcela crescente desse mercado. Esse público é mais digital, mais informado e mais aberto a discutir temas sensíveis com naturalidade.

Segundo Tiago Schietti, essa mudança de perfil está diretamente relacionada ao maior acesso à informação e à cultura do planejamento financeiro, que ganhou força no país nos últimos anos. Quem já poupa para a aposentadoria e contrata seguros de vida encontra no plano funerário uma extensão natural dessa mentalidade preventiva.

A diversificação do público também pressiona as empresas do setor a evoluírem seus produtos e comunicação, oferecendo soluções mais personalizadas, planos flexíveis e experiências digitais mais fluidas. O mercado responde à demanda e, com isso, torna o acesso ainda mais simples.

Planejar é um ato de amor e responsabilidade

O planejamento funerário antecipado é, em essência, um gesto de cuidado com quem se ama. Ao tomar essa decisão com antecedência, a pessoa garante sua autonomia, protege sua família e contribui para um processo de luto mais saudável e menos sobrecarregado. A tecnologia tornou esse caminho mais acessível do que nunca, e a tendência é que ele continue crescendo.

Conforme aponta Tiago Schietti, o Brasil está diante de uma virada cultural importante: falar sobre morte com maturidade é falar sobre vida com responsabilidade. E cada vez mais brasileiros estão prontos para essa conversa.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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