Entre trilhas e refúgios de altitude, Antonella Amaral Giancoli mostra como a Benarrivati desenha o verão nas Dolomitas

Mio Haruzaki
Por Mio Haruzaki
Antonella Amaral Giancoli

Enrosadira, cultura ladina e percursos entre montanhas permitem descobrir no verão uma região italiana frequentemente associada primeiro à temporada de inverno

Nas Dolomitas, a paisagem muda ao longo do próprio dia. No fim da tarde, determinados maciços podem assumir tons de rosa, vermelho e violeta em um fenômeno conhecido como enrosadira, uma das imagens mais características dessas montanhas do norte da Itália.

Para Antonella Amaral Giancoli, fundadora da Benarrivati, o verão permite observar esse território de outra maneira. Trilhas, refúgios de altitude e estadias nos vales podem ser combinados de acordo com a disposição física, idade e interesse de cada viajante, sem transformar a viagem necessariamente em uma travessia esportiva.

Caminhar não precisa significar fazer uma grande travessia

As Dolomitas oferecem desde percursos relativamente curtos até itinerários de vários dias entre montanhas.

Essa variedade permite construir viagens em que uma caminhada ocupa apenas parte do dia ou, para quem procura uma experiência mais intensa, conectar diferentes pontos utilizando os rifugi como paradas ao longo do caminho.

A escolha exige atenção à distância, ganho de altitude, terreno e condições meteorológicas. Para a Benarrivati, a dificuldade da trilha precisa acompanhar quem viaja, e não o contrário.

“Nas Dolomitas, não buscamos colocar todo mundo na mesma trilha. Uma família pode querer caminhar algumas horas e voltar ao hotel, enquanto outra prefere passar a noite em altitude e continuar no dia seguinte. O interessante é perceber quantas formas diferentes existem de viver a mesma montanha”, afirma Antonella Amaral Giancoli.

Os refúgios fazem parte da cultura de montanha

Distribuídos ao longo de diferentes percursos, os rifugi oferecem apoio para caminhantes e montanhistas e, em muitos casos, também refeições e hospedagem.

Mas não existe um único padrão. Há estruturas mais simples e outras com maior nível de conforto, por isso a escolha precisa considerar tanto o trajeto quanto aquilo que a família espera encontrar ao final do dia.

Permanecer em altitude pode modificar completamente o ritmo da viagem. O começo e o fim do dia passam a acontecer na própria montanha, sem a necessidade de retornar ao vale depois de cada caminhada.

A cultura ladina acrescenta outra leitura aos vales

A paisagem não é a única camada das Dolomitas. Em áreas como Val Badia, Val Gardena, Val di Fassa, Livinallongo e Ampezzo, a presença da língua e da cultura ladinas continua marcando nomes, gastronomia, costumes e a identidade local.

Para Antonella Amaral Giancoli, incluir esse contexto ajuda a evitar uma leitura das Dolomitas restrita apenas à prática esportiva.

A montanha passa a ser também um território habitado, com diferenças culturais entre vales que podem orientar a escolha de onde permanecer e de como construir o percurso.

Vias ferratas pedem outra preparação

As Dolomitas também são uma referência histórica para as vie ferrate, percursos equipados com cabos, degraus e outras estruturas fixadas à rocha.

Elas não devem, porém, ser tratadas como uma simples extensão da caminhada. Cada rota apresenta dificuldade própria e pode exigir equipamento específico, experiência e acompanhamento profissional, além de condições meteorológicas adequadas.

Na curadoria da Benarrivati, esse tipo de atividade só faz sentido quando corresponde ao perfil de quem viaja. Antonella Amaral Giancoli considera que o objetivo não é tornar o roteiro mais desafiador a qualquer custo, mas encontrar a maneira certa de aproximar cada família da montanha.

Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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