A política de Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026 já começa a se desenhar de maneira conturbada, principalmente no que diz respeito à direita estadual. O deputado federal Luiz Ovando, do Partido Progressista (PP), demonstrou preocupação com a possibilidade de uma divisão significativa entre as lideranças do setor, o que pode prejudicar o alinhamento político e o fortalecimento da direita no estado. Esse cenário traz à tona questionamentos sobre a unidade e a estratégia política que será adotada no futuro próximo, especialmente quando se trata das disputas para o Senado Federal, que prometem ser as mais importantes de 2026.
O ambiente político atual de MS vive uma mudança significativa desde as eleições municipais de 2024. Para Luiz Ovando, essa transição de poder tem um impacto direto no cenário da direita no estado. A reeleição da prefeita Adriane Lopes, do PP, e a crescente influência de Tereza Cristina, senadora e figura central da política regional, são vistas como elementos que podem reverter a tendência de apoio a outros nomes mais ligados à ala bolsonarista, como a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira. O deputado vê em Tereza Cristina uma liderança forte, capaz de reverter a ideia de divisão no campo político de direita, especialmente se a articulação política for feita de maneira estratégica e com tempo hábil.
A divisão na direita sul-mato-grossense se intensificou com a articulação política do ex-presidente Jair Bolsonaro, que demonstrou apoio à candidatura de Gianni Nogueira para uma vaga no Senado. Ovando criticou essa antecipação, destacando o risco de fragilizar a candidatura ao expor a pessoa escolhida à queimação política. Para o deputado, lançar candidatos com muita antecedência pode gerar um desgaste desnecessário e enfraquecer a base de apoio, fator essencial para a construção de uma candidatura sólida no futuro.
Outro aspecto crucial dessa divisão da direita em MS é a expectativa de que Tereza Cristina possa intervir nas articulações políticas e convencer Bolsonaro a repensar suas decisões. A senadora tem forte proximidade com o ex-presidente, o que abre uma possibilidade de diálogo que pode resultar na reconciliação ou, ao menos, na contenção de uma divisão mais profunda. A expectativa é que o PP, sob a liderança de Tereza Cristina, possa articular uma união capaz de fortalecer a direita local sem permitir a fragmentação dos votos e das alianças políticas em 2026.
A situação também envolve a dinâmica interna do Partido Progressista, que, ao conquistar a liderança em diversas regiões do estado, se torna um fator determinante para a estabilização da direita em MS. Com o fortalecimento de figuras como a prefeita Adriane Lopes e a senadora Tereza Cristina, o PP tem se posicionado de maneira estratégica para garantir que as disputas de 2026 não sejam prejudicadas por divisões internas que poderiam favorecer outras forças políticas no estado. A movimentação de Ovando e de outros membros do PP é clara: buscar a coesão da direita para evitar uma fragmentação prejudicial nas urnas.
Em contrapartida, as manifestações políticas, como as realizadas no Rio de Janeiro, também desempenham um papel importante nas articulações locais. A ausência de figuras chave, como a prefeita Adriane Lopes, que por questões pessoais não pôde se deslocar para o Rio, ilustra a complexidade das alianças e da mobilização política. No entanto, mesmo ausente fisicamente, a prefeita deixou claro seu apoio à direita, garantindo que sua posição política permanece alinhada com as principais correntes do partido e da política nacional.
Além disso, a ausência da senadora Tereza Cristina nas manifestações públicas, embora tenha sido compensada por suas postagens nas redes sociais, também levanta questões sobre como as figuras políticas estão gerenciando suas imagens e alianças. A comunicação online tem se mostrado uma ferramenta eficaz, mas, ao mesmo tempo, levanta a dúvida sobre o impacto real que essas ações terão nas bases eleitorais do estado. Será que o apoio virtual é suficiente para solidificar as bases da direita ou será necessária uma maior presença nas ruas?
O que parece claro é que a direita em Mato Grosso do Sul enfrenta desafios significativos para 2026. A possibilidade de um cenário político dividido pode resultar em um enfraquecimento da base eleitoral da direita, o que abre espaço para outras forças políticas ganharem terreno nas disputas para o Senado e outras posições chave. A habilidade das lideranças, como Tereza Cristina e Luiz Ovando, em unir a base e evitar a fragmentação será crucial para garantir que a direita em MS continue competitiva nas eleições que se aproximam.
Portanto, a divisão da direita em MS em 2026 não é apenas uma questão local, mas sim uma chave para entender as dinâmicas nacionais que também impactam o futuro político do estado. A estratégia adotada pelos principais atores políticos será determinante para o fortalecimento ou enfraquecimento do campo político de direita em Mato Grosso do Sul, e os próximos passos de figuras como Tereza Cristina e Luiz Ovando serão decisivos para o sucesso ou fracasso dessa articulação política.
Autor: Sherse Faxyria
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital