Aumento de Dengue e Chikungunya nas Áreas Rurais de MS: Desafios e Estratégias de Combate

Sherse Faxyria
By Sherse Faxyria

Nos últimos meses, Mato Grosso do Sul (MS) tem enfrentado um aumento significativo nos casos de dengue e Chikungunya, especialmente nas áreas rurais do estado. O aumento desses casos gerou grande preocupação entre as autoridades de saúde, pois, além de impactarem a saúde pública, essas doenças trazem consigo desafios específicos para o controle e prevenção, principalmente nas regiões mais afastadas. A identificação e o controle dos focos de transmissão em locais como assentamentos, aldeias e fazendas são essenciais para a diminuição dos casos e a proteção das comunidades rurais.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realizou um levantamento detalhado que revelou um panorama preocupante da situação. O mapeamento revelou que os focos de dengue estão espalhados por 19 assentamentos, 17 aldeias e 130 fazendas e sítios. Esses números indicam a complexidade da situação, pois as áreas rurais são grandes, com muitas localidades de difícil acesso e, muitas vezes, com problemas de infraestrutura que dificultam as ações de controle. A SES destaca que a identificação precisa desses focos é uma medida fundamental para que as equipes de saúde possam atuar de forma mais eficaz.

Uma das maiores dificuldades encontradas nas áreas rurais é a falta de endereços bem definidos, o que dificulta a implementação de ações de controle e monitoramento. Em muitas dessas localidades, a dispersão geográfica das populações e a ausência de informações precisas tornam o trabalho mais desafiador. Mesmo assim, a SES se empenha em realizar um acompanhamento mais detalhado e adaptado às necessidades específicas de cada região. O mapeamento desses focos ajuda a guiar as ações, tornando-as mais eficientes e adequadas ao cenário local.

O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) tem sido uma ferramenta importante nesse processo. Com ele, a SES consegue identificar com precisão os focos de dengue e Chikungunya nas áreas rurais. As cidades com maior número de casos confirmados, como Miranda e Aquidauana, estão sendo monitoradas de perto. Em Miranda, por exemplo, os casos estão concentrados principalmente em aldeias indígenas, o que requer uma atenção especial e estratégias direcionadas para essas comunidades.

Além da dengue, a Chikungunya também apresenta um número significativo de casos na zona rural de MS. Em municípios como Maracaju, Tacuru e Dois Irmãos do Buriti, os casos confirmados têm aumentado consideravelmente. Maracaju, em particular, tem se destacado com uma alta taxa de infecção, sendo que 22,6% dos casos notificados foram positivos para a doença. A situação exige medidas urgentes de controle e orientação à população, especialmente nas áreas mais afetadas.

A SES, por meio de suas representantes, enfatiza a importância de identificar rapidamente os focos de transmissão para que as estratégias de combate sejam mais direcionadas e eficazes. Segundo Crhistinne Maymone, secretária-adjunta da SES, a precisão nas ações de controle pode fazer toda a diferença na redução dos casos e na proteção das comunidades afetadas. Ela destaca que o mapeamento tem sido essencial para que as ações de combate às doenças sejam mais eficientes e focadas nas áreas de maior risco.

A orientação para os municípios é clara: intensificar as campanhas de conscientização e realizar mutirões para eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da Chikungunya. A SES também reforça a importância de manter o atendimento nas unidades de saúde, garantindo que as populações das áreas mais afetadas recebam o suporte necessário. O trabalho de prevenção e controle precisa ser contínuo, especialmente em um estado com uma vasta área rural como MS.

Por fim, é fundamental que a população esteja ciente de seu papel na prevenção dessas doenças. A conscientização sobre a importância de eliminar os focos do mosquito, manter a limpeza dos ambientes e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas são ações essenciais para combater a proliferação do Aedes aegypti e diminuir os impactos da dengue e da Chikungunya. As autoridades de saúde destacam que, com o apoio da comunidade, será possível reduzir os números de casos e proteger a saúde de todos em Mato Grosso do Sul.

Autor: Sherse Faxyria

Share This Article