Uma nova etapa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) passou a movimentar a agricultura familiar de Campo Grande com a previsão de compra de produtos diretamente de produtores locais. A iniciativa destina R$ 500 mil à aquisição de alimentos que serão encaminhados à Central de Segurança Alimentar e Nutricional e, posteriormente, distribuídos a entidades da rede socioassistencial da Capital.
O fornecimento teve início previsto para 5 de outubro de 2026 e deverá seguir até 5 de abril de 2027. A execução é realizada pela Prefeitura de Campo Grande em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Segundo a Prefeitura de Campo Grande, por meio do CGNotícias, o edital estabelece as regras para a participação dos agricultores familiares.
Produtos locais abastecem a rede socioassistencial
A chamada pública contempla até 72 tipos de alimentos, ampliando a variedade que pode ser adquirida pelo programa. Entre os itens previstos estão frutas, verduras, legumes, raízes, mel, pães, doces e outros produtos processados. A diversidade permite que a produção rural seja incorporada a diferentes necessidades de abastecimento das entidades atendidas.
Depois da etapa de compra, os alimentos serão recebidos pela Central de Segurança Alimentar e Nutricional. A estrutura funciona como ponto de organização da distribuição e encaminhará os produtos para instituições da rede socioassistencial de Campo Grande. Dessa forma, a produção dos agricultores familiares será direcionada a pessoas atendidas por políticas públicas de assistência e segurança alimentar.
A medida conecta duas frentes da administração pública: o incentivo à geração de renda no campo e o atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Para os produtores, o PAA representa uma possibilidade de comercialização por meio de uma chamada pública. Para as entidades, a iniciativa amplia o acesso a alimentos produzidos na própria região, conforme a oferta prevista no programa.
Limite por agricultor é definido pelo cadastro federal
De acordo com as regras divulgadas pela Prefeitura, cada agricultor familiar poderá comercializar até R$ 7.500 por Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). O limite está condicionado à disponibilidade financeira do programa e aos registros mantidos no sistema federal. O CAF é utilizado para identificar agricultores familiares e organizações aptas a participar de políticas públicas voltadas ao setor.
Na prática, o valor máximo individual organiza a distribuição dos recursos entre os participantes e evita que a verba concentrada em um único cadastro comprometa o alcance da chamada pública. A comercialização também depende dos produtos ofertados, da capacidade de fornecimento e das condições estabelecidas no edital. Assim, a previsão de investimento não significa que todos os produtores receberão o mesmo valor.
Programa retoma experiência anterior na Capital
A nova fase dá continuidade a uma experiência realizada anteriormente em Campo Grande. Entre outubro de 2025 e abril de 2026, a edição anterior reuniu 82 agricultores e distribuiu quase 60 toneladas de alimentos para 73 entidades, conforme o histórico apresentado pela Prefeitura na publicação sobre o edital atual.
Esse resultado serve como referência para a etapa que começou em outubro de 2026, embora o novo ciclo tenha suas próprias regras, recursos e período de fornecimento. A expectativa do programa é manter a ligação entre produtores familiares e a rede de atendimento social, utilizando a compra pública como instrumento de abastecimento e apoio à economia rural do município.
Com a execução do PAA, Campo Grande reforça uma política que aproxima o campo das estruturas de assistência alimentar. O programa não se limita à aquisição de hortaliças: também inclui alimentos processados e produtos como mel, pães e doces, desde que estejam contemplados na chamada pública. O fornecimento seguirá até abril de 2027, respeitando o cronograma, os limites por CAF e a disponibilidade financeira informada no edital.
